
Amigos, depois de ontem, what can I say?
Reservas do Inter, maior rival de um candidato à vaga da Libertadores, vieram como uma quenga (sim, vou ser chulo) dispostos a dar a vitória para o Botafogo. R$ 1,5 milhão é a premiação interna pela vaga à Libertadores.
O que podemos dizer? Eles não são mesmo mercenários, afinal, com salário em dia e com possibilidades de ganhar ainda mais pra ceia de Natal e eles entraram em campo com a seriedade de um racha de fim de semana dos amigos de faculdade.
Não assisti ao 1º tempo, pois ainda estava voltando de um almoço com a família. Parece que nele não houve paçocada do LG e nem escorregão do Márcio Rosário (ele não é zagueiro pra ser titular do Botafogo, mas teve um péssimo dia, 2ª atuação ruim em 8, a média é melhor que a do Guerreiro). Mas de igual entre o 1º e o 2º tempo, só a parcimônia do Lúcio Flávio. A raiva que ele me deu nos 15 minutos de 2º tempo que eu - NÃO - o vi, com exceção em 3 lances é capaz de fazer eu usar parcimônia para determinar alguém.
Jefferson é um santo, joga com um time completamente recuado, acuado, acusado de covarde e mesmo assim tem de aparecer para nos livrar do pior. Ele e Loco são os que de fato (a revista oficial previu na 1ª edição) são injustiçados, cada um em um extremo do campo. Um com companheiros pouco solidários na frente e o outro com parceiros muito solidários para com o time adversário. De fato, ambos merecem a seleção de seus países.
Eu tô cansado de Fahel e Alessandro também. Mas esses são os raçudos, raciocinam pouco, mas se matam pelo time. Não é culpa deles se não são bons o suficiente tecnicamente. Vários são os casos de jogadores que se superam única e exclusivamente na base da técnica. Tá, eles não são bons e eu concordo, mas minha maior raiva, meu maior desgosto é com relação aos dois L's, pois estes imperam e ainda tem quem os aplauda (Fahel e Alessandro sempre são caçados, apesar de toda a vontade).
E os dois L's protagonizam desde 2007 toda a falta de ambição (Obrigado Zé Fogareiro, @anatelhado, Marcelo do Fogo Eterno, Rodrigo Federman pelo termo correto) que se instaurou no Botafogo. O clube pulsa de alguma forma unicamente pela força e história que tem, além de alguns jogadores conseguirem entender a dimensão daquilo que defendem.
Um simplismente não participa de NADA. Está no setor onde o cérebro é mais importante que as pernas, mas de alguma forma deve ter desenvolvido o 3º olho místico atrás da nuca, porque toda sua visão se ampara em tocar para os lados e para trás, quando ele "recua" a bola, ou seja, a manda para a frente, é de forma tão vagarosa que perdemos o contra-ataque. A ala feminina - e aí estarei sendo injusto com MUITAS torcedoras que enxergam o clube - querem um modelo? Contratem o Gianechinni, mas esse L não pode ficar por mais uma temporada. Ele saiu ileso de toda a debandada de 2007, juntamente com o outro L, que será o protagonista do próximo páragrafo.
O outro L é considerado - com loas da imprensa e tudo - a raça do time, o coração que bombeia sangue e irriga o organismo. Pois eu digo que esse coração está doente, com problema no miocárdio. De pontes de safena não falarei, pois ele sempre fez pontes entregando dolorosos litros do nosso sangue e suor para os que não vestem nossa camisa. Uma bola de futebol hoje em dia é leve, com pouca força eu consigo colocar no ângulo, ainda mais com todas as inovações aerodinâmicas colocadas em favor dela e contra a resistência do ar. Mas para ele a mesma bola deve ser mais pesada do que a que o Mestre Nílton Santos tantas vezes brincava, de couro puro e mais de 2 kgs (sem chuva). Só isso para explicar não conseguir afastá-la. Ou tocá-la, dominá-la, enfim, talvez ele seja um craque quando o futebol aderir à categoria super-pena.
Minha vontade é que os dois L's sumam e eu não tenha que vê-los com a camisa que mais amo ano que vem. Os outros, raçudos mas ruins também, podem ir junto. Mas os dois L's são mais urgentes. Dois L's numa palavra pode ser KILL (Matar) em inglês.
O título do post hoje se refere à uma música da banda inglesa Muse, e alguns dos versos caberiam facilmente no meu desejo em relação a esses dois L's diante do que eles pretendem no Botafogo.:
"I won't let you bury it"/"Não deixarei você enterrá-lo"
"I won't let you smother it"/"Não deixarei você sufocá-lo"
"I won't let you murder it"/"Não deixarei você assassiná-lo"
Porque nosso tempo está acabando, mas ainda somos fortes enquanto nos mantemos de pé e com o queixo erguido.
Saudações Alvinegras
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