
Na infantaria chefiada pelo tenente-coronel Aldo Raine, provavelmente não haveria lugares para quem tem como grande mérito a simpatia. Na verdade, seria muito mais fácil encontrar poucos mas extraordinários soldados dispostos a dar a vida pela causa, não sem antes levarem seus adversários para um encontro com Deus... ou não exatamente com ele.
Prometi, não nesse espaço, que só escreveria novamente aqui após a saída de um jogador em especial, um que jamais integraria a lista de "soldados" de General Severiano, tivéssemos um Aldo Raine como dirigente.
Pois bem, o grande dia chegou, 2 dias depois da boa (mas com sensação de 'podia ter sido melhor') participação do Botafogo no Campeonato Brasileiro desse ano.
Algum time do México (Atlas, Tigres, Necaxa, não importa) teve a boa graça de entrar em contato com o agente do citado jogador e convencê-lo a conhecer as belezas naturais e urbanas mexicanas.
É difícil falar sobre algo que você espera a algum tempo, ainda mais quando esse algo vem com a certeza de novos ares, provavelmente mais vitoriosos e certamente mais determinados. Eu digo que não estou de alma lavada pela saída dele, acho que minha maior alegria são as conquistas do meu clube, assim como ver os mais novos (não sou velho, digo crianças mesmo) carregando a estrela gloriosa no peito e a exibindo com orgulho. Isso está acima de qualquer jogador/técnico/dirigente... mas sinceramente me veio a certeza de que clube e jogador chegam a essa bifurcação cientes da melhora em suas vidas, o primeiro por diminuir o fardo de alguém que estava em suas veias desde 2006, dando oportunidade a outro de brilhar ainda mais; e o segundo por ter a oportunidade de vivenciar fatos novos em uma nova terra.
Confesso que já desejei o mal a esse cidadão - e para quem gosta dele, melhor eu estar sendo sincero e me fazer passar por má pessoa do que ser falso comigo mesmo e com quem me lê -, principalmente após jogos em que o via sair lentamente enquanto o time buscava um placar importante e mais ainda após o jogo contra o Inter, em que ele saiu ao lado de outro que não gosto, mais esguio, meio que falando "Tá tudo bem, ninguém teve culpa". Naquele dia, senti compaixão pelo Alessandro (esse eu cito, é fraco mas não omisso) e da raiva que ele expressava ao ir para o vestiário ao fim do jogo.
Mas nesse momento, algo me fala intimamente que o melhor ocorreu e que não devo, agora que ele sai e cumpre o que eu julgava ser melhor, ficar pensando coisas negativas...
Por isso, boa sorte ao jogador cujo nome não mais pronunciarei em seu novo clube, de coração desejo isso.
E muito mais sorte, sucesso e glórias à Estrela mais gloriosa que leva boa parte do meu amor consigo.
Au Revoir, L...Shoshanna...F...!!
Saudações Alvinegras.
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