10 de out. de 2008

Tabu quebrado, surpresas e um toque de classe.

Olá amigos alvinegros de todo o Brasil, após esperar a partida de ontem para ver melhor o desempenho do argentino Zárate, acredito que ele ganhou alguns pontos de confiança. Essa parte explico melhor em um páragrafo mais detalhado.

O jogo em si degladiava 2 dos times que disputam o espaço no G4 da Libertadores - embora a rodada não tenha sido das melhores, ambas tinham de vencer para manter a meta mais próxima -, portanto, um daqueles "jogos de 6 pontos".

Tanto o Botafogo quanto o Vitória contam com boas equipes, bem treinadas respectivamente por Ney Franco e Vagner Mancini... tudo isso só servia para tornar o confronto ainda mais explosivo, mas outro detalhe um tanto despercebido estava em jogo, que era o de um longo tabu contra a equipe baiana em Campeonatos Brasileiros, de 17 partidas sem derrotar o Vitória.

Tabu quebrado!!

Devo fazer justiça aqui e dizer que o início do jogo não foi nada daquilo que esperávamos, e nisso incluo até mesmo os pessimistas... foi pior do que o mais cético e masoquista alvinegro podia imaginar.

O Botafogo simplismente não jogava, trocar passes? esqueça; tabelas? pfff; lançamentos certeiros? Piorou. O Vitória deitava e rolava, principalmente com seu jovem valor Marquinhos nas costas de um perdido Alessandro, abusando da velocidade contra o nº 2 da equipe alvinegra.

Depois de mostrar as cartas, em um lance nosso, o "maestro" Lúcio Flávio perde a bola, cai e pede falta - não existente -, o juiz manda o lance seguir, Willians (outra boa surpresa do rubro-negro baiano) passa para Leandro Domingues, recebe livre de marcação e na frente de Renan, não titubeia, ultrapassa nosso arqueiro e manda pro fundo da rede... gol dos caras. Pensei: "Ahn?? What the f...?"

E eles ainda teriam mais 2 chances, ambas salvas por Renan.

Logo depois, disputa ríspida de Wellington Paulista com Anderson Marques, que revida com um chute proposital na parte anterior da perna esquerda do atacante (nem em pelada se bate assim). Os 2 levam amarelo, como o zagueiro deles já tava sinalizado, foi pro chuveiro mais cedo.

O jogo muda de figura completamente, Alessandro sente a perna e é substituído por Gil (cacilda!), felizmente ele não origina nada de ruim, além da equivalência numérica (Ney Franco é bondoso...).

Túlio na direita recebe lançamento de André Luiz, olha pra área e cruza... ali, na marca da cal, marcado - e recebendo carga do zagueiro - só centro-avante faz. E ele fez! Ele? Sim, ELE!!!



Zárate, Zárate, Zárate (não entendi o som de S na transmissão...), esfusiante, iluminado, radiante, um pulo, a cabeça amparada pelos ombros carregados de mãos adversárias, que se danem... a mesma cabeça fez conforme manda o figurino, gol do Botafogo. Zárate, Zárate, Zárate. "O primeiro de muitos, eu espero", EU também espero Salaminho.

Fim do 1º tempo.

Início de 2º tempo no mesmo ritmo, ou até mais forte, por parte do Botafogo, uma blitz total na área baiana, 10 minutos de "chuta que cruza que bate que sobra pro cabeceio resvala que pega e chuta que cruza..."; uhn, nada de gol.

Sai o esquentadinho Gil (ele havia entrado?) e entra o Zé Carlos (CA-CIL-DA!!!), Ney começa a mostrar que sua generosidade não tem fim, uma substituição que mantém a equivalência: 10x10, que beleza...

Zé Carlos, com toda sua limitação, consegue ainda iniciar a jogada do 2º gol, ele cruza, WP mata no peito, chuta (chuta??), a bola sai torta, Viáfara sai mal do gol, rebate em direção a proximidade da grande área, Túlio vem nela, mas antes aparece Lúcio Flávio, que CLASSE, que ELEGÂNCIA, gol do Botafogo, por cobertura, embora com o gol vazio... o importante é o placar.

Pressão se mantém e em um escanteio (o 18º cobrado pelo mesmo jogador) finalmente a mudança de destino, bola no 2º pau, André Luiz aparece no 3º andar, disputa com o defensor adversário e manda no ângulo. Delírio total.

Até o fim da partida só vale salientar a impensável correria que o argentino Zárate ainda conseguia dar em alguns lances.

Fim de partida, tabu quebrado (a gente não tem culpa se eles estavam na Série C), surpresas dos 2 lados e um (na verdade, 2) toque(s) de classe de um jogador que espelha bem o atual Botafogo, pode muito mas nem sempre se mostra disposto a ser.

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Outros assuntos:

- Boa estréia do time feminino de vôlei, patrocinado pela Cia. do Terno e com as atletas do Mackenzie de MG, derrotando o Universo em São Gonçalo por 3 sets a 0 (25/17, 25/18 e 25/10).

- Marcos Portella ou Maurício Assunção? Ou nenhum dos 2? Se quiser, tente entender a esfinge política que é a disputa pela presidência. Se puderem compor em prol do clube, ótimo.

- Não deixem de conferir a comunidade no Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=27070687

Saudações Alvinegras.

3 comentários:

Saulo disse...

O Zárate foi muito bem e os outros jogadores também. Voltamos a vencer e interrompemos uma seqüência negativa de quatro partidas. Temos que vencer o Santos na próxima rodada para aumentar as chances de Libertadores. Não podemos perder mais pontos em casa.

Vinícius Barros disse...

Foi muito estranho o cara chamando o Zárate se Sárate/Çárate/Ssátare!!!

= Botafoguenses em Fortaleza = disse...

Saulo, no Engenhão temos de conseguir 100% nesses últimos jogos, e fora vencer (pensando em título) ou empatar (mas jogando pra cima, pensando na Libertadores).

Vinícius, esses narradores estão cada dia piores, não me esqueço dos paulistas narrando Jorge Wagner em relação ao nosso camisa 7.

S.A.