4 de out. de 2008

Em defesa do Profissionalismo no Botafogo.

Amigos alvinegros de todo o Brasil, "zanzando" pela grande rede, encontrei um post interessante - na verdade me foi mostrado - no blog do Movimento Carlito Rocha (link nos sites preferidos)

Pra quem quiser dar uma lida:
http://movimentocarlitorocha.blogspot.com/2008/10/em-defesa-do-botafogo.html (copia e cola no navegador)

O texto está muito bem escrito, mas em alguns pontos acredito que cabe uma reflexão ou pelo menos um debate, afinal é do clube que amamos que estamos falando, nem tanto à terra nem tanto ao mar... ou seja, se não podemos ser céticos demais a ponto de negar a evolução institucional e esportiva do clube, também não podemos ser cegos a ponto de dizer que está tudo uma maravilha.

Já disse aqui que esse espaço será utilizado sempre para levantar o astral da torcida, mas ser otimista não quer dizer negar fatos, mesmo aqueles que nos soam de forma negativa.

Vou tentar expor alguns pontos positivos e negativos dessa gestão, até como meio de pedir o debate da parte de quem lê, e também de externar o pensamento de alguém que não mora no RJ mas acompanha 95% daquilo que é publicado sobre o Botafogo.

- Desde o início da gestão Bebeto de Freitas, a base sempre foi o "calcanhar de Aquiles" do clube, com investimentos aquém daquilo que um clube de 1ª divisão deve oferecer ao seu patrimônio em formação, no caso, os jogadores que advém do seio do Botafogo. Aos poucos - desde a metade de 2006 - a nova diretoria de base trabalha de modo "franciscano", mas oferecendo em material humano o suficiente para lançar novos jogadores ao profissional. Renan é um bom exemplo de jogador preparado para o time de cima.

- O plano sócio-torcedor, que no início mostrava um bom desempenho foi relegado, mau-administrado e com a concessão do Engenhão, se tornou obsoleto para as necessidades do clube. Espera-se que a nova administração do Botafogo monte um planejamento para esse programa condizente com o tamanho do clube e de sua torcida.

- O congelamento de novas adesões aos títulos de sócio-proprietário, favorecendo uma espécie de feudo no clube, coisa recorrente nos anos pós-Emil Pinheiro. Tanto que para um clube com mais de 7 milhões de torcedores, pouco mais de 1000 sócios devem ter direito a voto. Isso seria engraçado se não fosse inconcebível. A notícia boa é que com o novo estatuto, o clube reconhece o torcedor de fora do RJ, o que são praticamente 60 a 65% de toda a massa alvinegra.

- As sedes - 6 no total - continuam sendo deficitárias (4 dão prejuízo, 1 se sustenta e 1 dá algum lucro). O clube deve revisar o valor que cada uma delas tem a agregar, isso se quiser se tornar de fato sustentável o suficiente a ponto de transformar as cotas de TV - hoje imprescindíveis - em 20 a 30% do que o clube recebe. Como fazer isso? Divulgando, publicando as sedes via iniciativa privada (Patrocínio, naming rights, conjução da marca com o esporte, etc). Reformas na sede de GS e em Caio Martins já estão sendo feitas, mas ainda falta algo com relação ao Mourisco assim como um melhor apronto de Marechal Hermes.

- Nos últimos 3 anos, embora o clube tenha conseguido mais recursos, boa parte dos mesmos serviu para apagar problemas com relação a inchaço no elenco, devido à más indicações da diretoria e dos técnicos, para isso ser resolvido, somente com um profissional de bom trânsito no mercado, com conhecimento e que possa cobrar metas estabelecidas sem criar atrito entre comissão técnica e jogadores, como hoje ocorre, e também para evitar gastos desnecessários. Não adianta uma política financeira austera se desperdiçamos receita com jogadores que muitas vezes nem compõem o coletivo.

- Algumas iniciativas (assim como o sócio-torcedor) estagnaram com o passar do tempo, embora o potencial de ações em todo o território nacional permaneça imenso, tais como as FogãoShop's estaduais (no RJ só há 1, assim como 1 em Brasília e em Belém), a revista mensal ao sócio-torcedor ou a vendida em bancas no estado do RJ, com informações do clube.

- A falta de um marketing mais agressivo em detrimento do tamanho do clube. Para esse departamento, deve existir um grupo fixo que planeje o clube 24hs, pensando desde a cor da munhequeira dos jogadores até os contratos com patrocinadores.

- Parcerias nocivas com grupos de empresários que indicam a seu bel prazer, enquanto o clube conta com "possíveis" 30% de uma futura (??) negociação.

Mas nesses tempos, também houveram muitos avanços, dentre os quais se destacam:

- A austeridade administrativa que permitiu ao Botafogo quitar mais de R$ 60 milhões em dívidas nestes 5 anos e 9 meses.

- A divulgação - em Conselho - do balancete do clube ano após ano. Hoje podemos ter acesso a quanto o clube faturou, quanto gastou, de quem ganhou mais, onde mais desperdiçou, etc.

- A recuperação da imagem de clube, se não potente, ao menos equilibrado, bem diferente de anos em que a qualquer momento ocorriam debandadas no meio do campeonato para clubes domésticos do nosso futebol.

- A área de licenciamentos, jurídica e a nova equipe de futebol de base

- A volta do clube às competições internacionais

Saudações Alvinegras

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