2 de jul. de 2011

Soberano em campo? Só vi um!

Quarta houve jogo contra o ex-líder do campeonato, fora de casa, sem o capitão Marcelo Mattos e os desfalques que já conhecemos de antes. Mas tão ou mais importante do que a partida - batalha - de 3 pontos na competição, havia a reunião da turma para o aniversário de um dos nossos (Parabéns novamente, Dudu). E não sei, apenas creio, que a energia da turma deu um gás a mais à Estrela, mesmo que sem ela saber disso.

Para melhor análise tática, recomendo o blog do Marcelo Pereira (fogoeterno.wordpress.com), que é uma ótima pedida antes e depois dos jogos.

Aqui nesse espaço, sem tanta humildade assim, disserto algumas coisas:

- Ceni prometera chegar até 2014 em forma. Nesse ritmo estará no ano da Copa parecendo o próprio frango... ou peru, como desejarem. O que não quer dizer absolutamente nada para o intrépido (fico tão cult - besta - nas férias, devem ser os livros) Elkeson. Um chute com a perna "ruim" e uma colaboração majestosa (certo, Luís Roberto?) do Rogério e tá lá 1x0 pra gente.

- Já o elogiei outras vezes, e o faço novamente, porque antes não o tinha visto no estádio - e agora já vi 2 vezes - e também porque é daqueles jogadores que não vão aparecer quase nunca pro grande público. Partida estupenda do Lucas, o Zen. Para compará-lo não preciso ir tão longe no tempo. Imaginem o lance em que ele por um período de tempo é ultrapassado pelo adversário (fim do 1º tempo) e coloquem aquele jogador de cabelos encaracolados compridos (sem nomes, por favor, não cito nominalmente quem deserta a pátria) no lugar. A recuperação da bola seria impossível. Mas não foi. O garoto joga sério, simples. A câmera não pega muito dele, simplesmente porque ele já passou a bola - a mais procurada pelas lentes - para outro jogador.

- Alessandro fez partida razoável. Me perdoem os que querem elogios, mas não dá, 4 anos de burradas fazem com que a benevolência seja a de aturá-lo em campo e rezar pra que não ocorra nenhuma besteira. E bater no peito é legal, dá uma imagem de raça, mas como diz um amigo "raça é requisito para cavalo. De jogador eu quero bola". Mas lá vai: É seleção! Alessandro é seleção! (foi, né?)

- Os moicanos da defesa se entendem bem, parecem dupla sertaneja, já não dá pra imaginar separados. Acho que a disputa maior entre os dois é quem aparece mais estiloso. Fábio Ferreira ganhou 50 pontos no nível bizarro. Vai demorar pro AC recuperar a diferença.

- Herrera e Everton... me atirem pedras, mas... foram bem. O 1º sofre com o problema de que ofício de atacante é o gol, fez o dele de pênalti pra tirar a inhaca, mas se movimentou muito. Quando Abreu chegar - tomara que logo - não poderá simplesmente ficar plantado que nem pau de bananeira. Nem que seja pra enganar, mas uns piques ajudariam os que vem de trás. Everton tem contra seu histórico a camisa daquela coisa, mas em campo foi opção interessante, bem mais por exemplo que o Maicosuel... e aí vem o próximo tópico.

- Inegavelmente o nosso Maicosuel é um jogador que pode apresentar MUITO mais do que o que vem apresentando até agora. Mas isso pode vir mais facilmente se ele parar de pensar em idolatria, boneco, dinheiro gasto, esforço extra-campo pra trazê-lo. Ele foi o que foi na 1ª passagem justamente porque não vestiu o peso daquele outro jogador quando veio. Jogando bola, sem essa de se criticar publicamente (é legal, mostra que ele reconhece, mas força um astral ainda mais pesado), ele pode render muito mais. Jogue dividindo a responsabilidade, fazendo sua cota, nem a mais nem a menos, e logo teremos ainda mais confiança na voz ao cantar o seu nome na escalação. Os ídolos não viviam se monitorando como ídolos. O fato de não pensarem nisso fazia-os render o suficiente para serem alçados a esse posto.

- Renan deve tá dando um orgulho pro Jeff lá na Argentina.

- Elkeson... preciso falar dele?

- 100 dias e quase não damos chutões na transição da defesa pro ataque. Isso é consciência coletiva. Isso é trabalho - plagiando o Muricy "boca de velha" Ramalho -, isso é o que eu pretendia ver. Boa, Caio Jr.

- E ainda estamos sem 2 dos pilares citados em post mais antigo. Ou 3, a se confirmar toda a bola que o Renato mostrou que pode jogar. Enquanto isso, novos pilares vão sendo moldados, com tempo e confiança. Não estão prontos, mas no caminho para em mais alguns anos sustentarem o time.

O post saiu um pouco maior do que eu pretendia, mas enfim, acho que não houve injustiça minha nos tópicos. Individualmente podemos discutir um jogador ou outro, mas a aplicação e a demonstração do time como equipe foram para calar a boca de qualquer um.

Seguindo assim, teremos churrasco no fim do ano, como prometeu o Sérgio (ahahah)

P.S: E esse povo fazendo a dança do João Sorrisão para comemorar os gols no domicílio dos outros... sei não.

Saudações Alvinegras!

Um comentário:

Pedro Henrique disse...

Parou de escrever,Brenão?
Tô sempre de olho,cara.

Saudações alvinegras!