Demorou. Para ser mais preciso, demorou quase um ano para eu ter um motivo de alegria para escrever neste espaço.
Não é pela falta de alegria em torcer pelo Botafogo. Longe, muito longe disso.
Demorou porque preferia ter uma taça para ratificar o título do post anterior: "Resposta".
A resposta está aí:
BOTAFOGO CAMPEÃO CARIOCA DE 2013.
A conquista do título, a vitória de ontem em Volta Redonda, os personagens e tudo o mais serão destrinchados agora.
Nervosismo define o início do jogo. De lado a lado, Botafogo e "FlorminenC" disputavam cada espaço do campo na base do puxão e do pontapé. O menino Dória, estilo de xerife com apenas 18 anos, chegou a atropelar a câmera junto à lateral de campo. Aliás, estádio acanhado tem dessas coisas: muita gente naquele pedaço do estádio da Cidadania. O mesmo Dória interviu duas vezes de forma excepcional em menos de um minuto.
Jefferson, cansado de assistir o jogo, teve que fazer uma defesa de cartilha num chute despretensioso de... Bolívar. Pois é, o nosso "Hulk" (de Os Alvinegros) acabou escorando no cantinho uma bola que seria um golaço contra. Mas não é à toa que temos O GOLEIRO DA SELEÇÃO (indiferente se é a brasileira ou a Botafoguense).
Nosso atacante "dispensável", "execrável", "detestável", o famigerado Rafael Marques fez um gol legítimo, anulado injustamente pela arbitragem. Não tinha problema, lá foi ele, depois de chute de "Luquinhaxxx" desviado em Dória, marcar o gol do título (Dória faria O gol do título, o 2º do time, anulado porque o árbitro preferiu dar pênalti).
Sobre o pênalti: como disse Marcelo Pereira, do Fogo Eterno, o travessão se mexeu no momento da cobrança. Desconfio que mais do que o Rogério Ceni. Portanto, Seedorf não perdeu. Mais sobre o holandês no último capítulo, pois ele foi o motivo do post anterior, tão remoto agora.
Conquistamos o título, comemoremos, brindemos, saudemos. O 20º título do time que conquistou com Patesko, Carvalho Leite, Paulinhos (Valentim e Criciúma) e Loco Abreu com a ainda memorável "cavadinha".
O título que presenteia o clube mais competitivo do estado do Rio de Janeiro desde 2006 (3 títulos, 12 taças: 4 Guanabaras, 5 Rios e 3 de Campeonato).
O título que traz:
Jefferson - Ídolo máximo dessa geração, com 2 títulos e presença constante na seleção brasileira.
Lucas - Melhor do que no início com a camisa alvinegra e com gol de uma Taça. Tem uma sombra feita na base.
Bolívar - Uma das duas melhores contratações do ano.
Dória - Excelente zagueiro, com potencial para se tornar um dos melhores do país.
Júlio César - A 2ª melhor contratação do ano. Faz tempo não temos dor de cabeça no lado esquerdo.
Marcelo Mattos - Foi à forra, após ter chegado no meio de 2010 e só ter vivido lamentações e lesões. Mereceu muito.
Gabriel - Mais um da base que se firmou. Difícil de ser batido e com um fôlego impressionante.
Fellype Gabriel - O Homem de Ferro, antigo menino de vidro. Apanhou o campeonato todo e se manteve firme. E sem lesão nem choro.
Lodeiro - O herdeiro do "13" veste a "14". Uma versão uruguaia melhorada, mais rápida e mais jovem. Incansável.
Seedorf - Parágrafo especial.
Rafael Marques - Decisivo. Apenas.
Além deles: Vitinho, Renan, Sassá, Jadson (viajou ontem para Udine), Bruno Mendes...
Sobre o título desse post: A semente da vida. A semente. The Seed. Seedorf.
O choro do holandês ao fim da partida, de um homem que conquistou TUDO que se pode almejar em uma carreira futebolística internacional, demonstra o comprometimento dele e a emoção à flor da pele que essa conquista causou. Perdeu pênalti, cobrou dos companheiros, correu até onde pôde, saiu quase nos acréscimos aplaudido. É o primeiro de - espero - muitos títulos que ele possa levantar. Para quem diz que ídolo é aquele que conquista algo, já podem dizer que temos um novo ídolo.
A semente é forte. Que venha mais.
Queremos mais.
Saudações Alvinegras.
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