28 de out. de 2010

Duas vezes sete dá 77! Só ele mesmo...


Hoje, dia 28/10/10, o nosso inesquecível ídolo, o Anjo das Pernas Tortas, Mané Garrincha, se vivo fosse, completaria exatamente 77 anos de idade. O homem que assim como Heleno, Jairzinho e Túlio Maravilha, imortalizou a camisa 7 do Botafogo (que vale mais do que a 10 tão banalizada de outros clubes).

Manoel Francisco dos Santos teve importância não só para o Botafogo, onde marcou 245 em 614 jogos e conquistou 3 campeonatos cariocas e 2 Rio-São Paulo, além de aumentar em proporção geométrica o tamanho da torcida, ao lado do monstros como Nílton Santos, Amarildo, Quarentinha e Paulo Valentim; mas também foi de extrema importância para o futebol brasileiro como um todo, criando a identificação do povo com o futebol-arte, jogado com alegria e sem tantas preocupações defensivas.

Ao lado de Pelé (o 2º maior jogador de todos os tempos, como todo bom botafoguense sabe), Garrincha nunca perdeu uma partida disputada pela Seleção, além de, após participação fundamental na Copa de 58, ter sido o ícone máximo do bi mundial em 62 (coisa que outros ídolos de outros clubes, como menos escrupulos, jamais conseguiram), após a lesão do Rei - Garrincha era mais que isso, um semi-Deus - e fixou para sempre seu nome na história do Brasil.

Garrincha encantou toda a nação, independente do clube que cada um torcia, não precisou criar o mito de uma "nassão" para atenuar o fracasso de seus ídolos em Mundiais. Garrincha foi simples, boêmio, brincalhão e infelizmente, sua preocupação consigo mesmo era inversamente proporcional ao seu talento e igualmente proporcional à dificuldade que uma pessoa normal teria para jogar com o arco em desvio que ele possuía de uma perna para outra, daí a alcunha de Anjo das Pernas Tortas.

Não preciso citar todos os textos, prosas e poesias dedicadas ao maior gênio que já ousou se tornar ídolo do Brasil e principalmente do Botafogo jogando com extrema simplicidade e maestria.

Nada mais botafoguense do que, em um ano no qual se completam 100 anos do título de Glorioso destinado ao Botafogo; e em que vencemos o Flamengo em uma final, fazer 77 anos, justamente duplicando o número da camisa que ele tão bem vestiu.

14 é o número razoável para quando se duplica o 7, mas quem disse que Garrincha - ou o Botafogo e sua torcida - se prendem ao que é razoável?

Parabéns - e Muito Obrigado - Mané Garrincha.

Saudações Alvinegras.

Um comentário:

Saulo disse...

E hj vamos ganhar mais uma e a nossa arrancada continua!