
Peço desculpas pela demora nas postagens, mas há um intervalo considerável entre jogo e o tempo para escrever alguma coisa sem deixar de lado alguns pontos importantes.
Domingo, 21 de fevereiro, garantimos a 1ª parte da missão ao bater o Vasco por 2x0 na final da Taça Guanabara.
Nós estávamos engasgados com a goleada dos "portugas" e tivemos de passar por uma mudança completa - Estevam caiu para a vinda de Joel - para podermos dar o troco. Os jogadores caçados pela torcida (The Unforgiven) continuaram titulares, mas o espírito do grupo, principalmente nos 2 jogos decisivos, pareceu totalmente diferente.
Faço uma menção a 3 dos jogadores titulares que mostram uma regularidade e atuações que tiveram participação direta na conquista (falarei do Caio ainda):
- Jefferson, que definitivamente passou segurança ao gol botafoguense depois de anos sobressaltados à procura de um titular. Defesas difíceis, algumas arrojadas, tranquilidade e sorte, quando não dava pra pegar.
- Loco Abreu, que se não demonstra uma intimidade tão grande no trato com a bola, equilibra a balança com um espírito de liderança que eu não conhecia (tirou os jogadores quando da expulsão do Nilton, até porque não havia do que reclamar se o árbitro fez o correto), faz bem o papel de pivô e sempre puxa pelo menos 2 na marcação, pela altura e inteligência.

- Herrera, incansável, insaciável, quase um ícone de dedicação. Não é craque, não joga plasticamente, mas o vigor e a determinação que apresenta em campo é de irritar qualquer adversário e fazer brilhar os olhos daqueles botafoguenses que viram uma seleção em campo com a estrela no peito, senão pela graça, ao menos pela raça.
O jogo em si foi muito estudado, principalmente no 1º tempo, com boa parte do tempo sendo dominada - em posse de bola - pelo Vasco, mas em situações de gol as duas equipes se equiparavam; o Botafogo na sua jogada principal de lançar bolas à frente para a dupla de ataque (que falta faz um meio de campo menos burocrático) tentar a sorte. Esta sorri porque a dupla Mercosul pode ser tudo, menos preguiçosa.
Phillipe Coutinho era a melhor arma vascaína, mas estava em um dia de marcação especial. Posso estar equivocado, mas acredito que não, tendo visto o VT e tudo mais, porém a jóia cruzmaltina ficou sendo perseguida a todo instante pelo Fahel, que fez talvez sua melhor partida com a camisa do Botafogo. Errou em dois cortes no garoto, mas acertou a maioria, além de não oferecer muito espaço. Entendam, não estou falando bem do Fahel, não é que da noite pro dia ele tenha se tornado um Javier Mascherano, apenas há a constatação de que ele fez uma partida das mais corretas com a camisa do Botafogo.
Os companheiros de ataque do nº 30 vascaíno, por outro lado, se perdiam entre aquele que busca muito e pouco fez (Carlos Alberto) e aquele que não buscou coisa alguma no jogo e quando teve a chance em bandeja de ouro, perdeu a passada, o drible e seja lá o que ele tenha planejado fazer (Dodô). Para alguém com o nome que tem e o salário que recebe, o lance foi no mínimo risível para não dizer bizarro.
Putz, 2 páragrafos pro adversário... voltemos ao Glorioso, então.:
No 2º tempo, esperei os minutos para a entrada de quem tinha de entrar e a saída de quem tinha de sair. Nada mais natural, o novo substitui o antigo, a agilidade procede à morosidade. Cai o Lúcio Flávio, sobe o Caio - trocadilho horrível, perdoem -, que nos 2 primeiros lances se mostrou desatento e sem tempo de bola, mas foi só ele parar, enxergar-se em campo e dar início à operação "Vou apanhar, mas vou sorrir".
Foi assim que recebeu pernada do Carlos Alberto e mais tarde a falta desleal e criminosa do Nilton, corretamente expulso - o pessoal quis ir em cima dele, mas o próprio já reconhecera pela expressão no rosto que tinha feito burrice -. Outra falta e dessa viria o escanteio pro gol do Fábio Ferreira, que subiu uma boa distância do chão pra cabecear e aproveitar a saída em falso do Fernando Prass.
Gol com gosto de mais uma taça em General Severiano. Calma e cabeça no lugar é preciso, ainda haviam minutos a percorrer.
Mais algum tempo e o garoto Caio segue sua operação - deve doer! -, é derrubado pelo Titi, que recebeu amarelo. Na cobrança, o mesmo zagueiro segura o Loco Abreu e é assinalado pênalti (no 1º tempo também houve, mas justiça seja feita, o apitador teve o mesmo critério da Taça GB de 2008). O uruguaio vai pra cobrança e assegura o troféu. O 3º em 5 anos, o 6º na história (nisso o jejum dos 21 anos atrapalhou bastante).
Esta será a 5ª final consecutiva do Botafogo, está na hora de levarmos o campeonato pra casa como em 2006, e é bom que mantenham a pegada na Taça Rio, quando teremos no mínimo mais 3 novos jogadores. Afinal, se é verdade que os vícios de uma equipe podem ser mascarados em decisões de jogo único e que o Botafogo só tem uma jogada, levando via arrastão ficaremos mais descansados.
A 1ª parte da missão está cumprida. Parabéns pelo bi da Guanabara, Fogão. Eu comemorei muito - e logo depois agradeci ao Pai lá de cima -, mas agora é acabar com a chance dos demais e fazer a festa completa.

Saudações Alvinegras.
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