26 de nov. de 2008

Eleições! Sim, é amanhã.


Amigos, passei os últimos 3 dias discutindo, analisando e ponderando sobre as eleições e as reviravoltas lançadas nas últimas horas...

Bom, não sou partidário de nenhum grupo, embora admita sim uma simpatia pelo lado que tende a ser o "perdedor" da história, que é o Movimento Carlito Rocha.

Embora nutra essa simpatia - e até converse com alguns membros do grupo - tenho que dizer que sou contrário ao que fizeram e em algumas (talvez muitas) palavras, tentarei explicar meu ponto de vista.

Primeiramente, houve o erro do futuro presidente Maurício Assumpção ao não cumprir um acordo anterior sobre a distribuição de cargos; não digo erro propriamente dito, mas sim um deslize, afinal é atribuição ÚNICA do presidente a escolha de seus vices, nos 8 ramos estatuários (patrimônio, administrativo, jurídico, geral, remo, comunicação, futebol e esportes amadores); ou seja, se ele não escolheu A ou B por conta de ter achado quem fosse melhor pro clube (entenda-se com um currículo melhor), fez certo. Os cargos de Vice-presidências devem ser distribuídos de forma meritória e não por amizade.

Encerrado esse caso, inicia-se a movimentação do ex-vice presidente Marcos Portella para ilegitimar a chapa, de forma a que se dispute o triênio, acabando com a chapa única.

Aí entra o erro crucial, pois acabado o prazo permitido pelo estatuto (Art. 39, I e Art. 42, § 1º), ele não devia ter ameaçado alegar ilegitimidade com a renúncia de conselheiros do grupo, pois se 1º, não há embasamento objetivo para isso (valendo-se apenas do entendimento subjetivo), também há o fato de que ao renunciarem, tais sócios farão falta DENTRO do clube, no Conselho Deliberativo, mesmo que se transformando em oposição, mas ao menos assim haveria um rigor maior, fiscalização rígida da nova gestão. Hoje, com essas renúncias, substitui-se por sócios mais simpáticos ao poder atual e torna-se o sistema legislativo do clube mais frouxo. E isso vai ocorrer por 3 anos, fomentando até mesmo um desejo de poder dos hoje "derrotados".

Só de não ter se preparado para uma derrota - isso entre irmãos de escudo - já demonstrou que não merecia melhor sorte, haja vista que no poder do clube teria de se defender de rivais de verdade, que não vestem a camisa com a estrela no escudo em situações externas.

Por outro lado, em todo esse tempo, o candidato a presidência Maurício Assumpção, tendo a seu favor o próprio estatuto e as datas determinadas por ele, se mostrou bastante preparado tanto para se articular em momento de turbulência, quanto em não envolver peças chaves no problema, como é por exemplo o André Silva, que é quem hoje está cuidando da transição do nosso futebol.

Toda essa capacidade de articulação pode ser benéfica ao clube, até porque tudo que tem seu lado ruim também tem seu lado bom. Um presidente formado em uma única frente, que não estivesse preparado para um revés político, agiria de que forma estando no poder? Com destemperança, tentando usar do entendimento subjetivo de terceiros em favor do clube? Não é assim que se pensa um governante de fato. Ponto pro Maurício.

Entendo que o adiamento das eleições, o que não ocorrerá mais, seria um retrocesso no clube, tendo em vista que todas as negociações feitas até agora, seja para contratar, seja para dispensar ou renovar, correriam riscos, além do que 2009 NÃO pode sob hipótese alguma ter o planejamento prejudicado, pois se trata de ano primordial para recuperação tanto financeira quanto de imagem do clube. Sendo o planejamento prejudicado por motivos eleitorais, seria ainda mais mesquinho (que me desculpem quem pensa o contrário).

Tanto entendo isso, quanto aceito que corrente política diversa da próxima tornaria o clube mais sólido, tanto por conta dos debates acalorados, gerando um maior preparo no seio da política do clube, quanto por não permitir uma acomodação natural da próxima gestão. O problema se encontra em essa diversidade entrar no clube por meio de uma clara ruptura do atual estatuto. Se por um lado, há erro do futuro presidente em não ter cumprido o que acordou (se foi por motivo de competência superior de quem foi escolhido, se justifica), o mesmo erro não permite outro ainda maior que seria a paralisação do clube por conta disso.

Enfim...

Acredito já ter exposto meu pensamento de forma clara.

Em suma:

Que o próximo presidente atue de forma transparente no clube, trazendo finalmente o profissionalismo ao Botafogo, e que consiga nos dar títulos para engrandecimento do clube.

Toda sorte do mundo ao Maurício Assumpção, e principalmente ao Botafogo.

Amanhã é dia de eleição e, tomara, de renovação!

Saudações Alvinegras.

Um comentário:

Anônimo disse...

CONCORDO PLENAMENTE, ACHO QUE PORTELA PISOU NA BOLA TEMOS QUE AGORA TORCER PARA QUE ESTE ANO SEJA O INICIO DA PROFISSIONALIZAÇÃO DO NOSSO BOTAFOGO